Um episódio de caloira!

26 de janeiro de 2014

Em Setembro, estava eu no meu terceiro ou quarto dia na universidade, não me lembro ao certo, fui à casa de banho. Ao sair ouvi uma voz a chamar "caloira" e em minha direcção veio um rapaz do segundo ano do meu curso, se não me engano, que queria saber se eu era caloira, eu respondi-lhe sem medo que sim, estava bem consciente de que não queria ser praxada e não tinha qualquer problema em responder que era caloira porque até hoje ainda vivemos em democracia e ninguém é obrigado a fazer algo que não quer, mas bem, continuando, de seguida perguntou-me de que curso é que eu era, e eu disse que era de Gestão pós-laboral. O rapaz (sempre com uma cara séria e um ar de maniento e arrogante que até metia dó) perguntou-me se eu ia às praxes de dia e como lhe respondi que não perguntou-me se eu trabalhava e disse que queria uma justificação de que estava a trabalhar e assim não podia ir às praxes! Uma justificação? Porque raio é que havia de justificar que não ia as praxes ainda por cima a um rapaz igual aos outros (minto, um bocado mais estúpido) que anda lá na escola, apenas por ser um ano mais velho? Mas bem, eu disse-lhe que levava a justificação, na verdade não trabalho de dia mas se ele quisesse muito a justificação eu arranjava-a só para o calar. Mas a história não acaba aqui, o rapazito estava lá cheio de mania com um ar de quem estava a castigar alguém, mas não tinha reparado que eu não estava sozinha e que o meu namorado estava lá fora à minha espera. O meu namorado, que tem as mesmas matriculas que ele, aproximou-se e enfrentou-o (é o meu anjo da guarda, pronto) e aí a mania do rapaz começou a desaparecer e deu meia volta e foi-se embora. Aproveitei para contar esta história uma vez que agora só se fala de praxes, para dizer que não sou contra as praxes, porque cada um tem o direito de gostar ou de não gostar, mas sou contra estas pessoas  tristes que estragam o conceito de praxe que até podia ser bonito e pacifico se não houvesse pessoas a estragarem tudo, pessoas frustradas e com a mania que são superiores do que os outros, pessoas que por não terem vida própria sentem uma necessidade de mandar em alguém até chegar ao ponto de abusar, pessoas que por terem 7 ou 8 matriculas se acham superiores aos outros quando no entanto só são mais burros do que os outros. Ah, e o rapaz ainda teve a lata de me dizer que eu ia ser excluída por não ser praxada! Bem, eu estudo à noite e ninguém que estuda comigo foi praxado, e de qualquer maneira, cada um sabe de si portanto se alguém for excluído por não gostar de praxes só mostra as pessoas que existem por aí. É claro que agora os que gostam das praxes não têm de estar todos revoltados a dizer que é mentira e que é tudo lindo e perfeito (como se vê textos cada vez que se entra no facebook), é claro que as pessoas são todas diferentes e é claro que muitos que gostam não fazem mal a ninguém e gostam imenso do espírito, agora não digam que não há sempre meia dúzia de otários a estragar tudo, porque isso sabe-se bem que há.

12 comentários:

  1. É essa, a mania de se armarem em bons que eu detesto. Acho que por isso nunca entrei muito no espírito académico!

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  2. Só fui a um dia de praxe e não tenho nada a apontar a não ser o facto de odiar que eles se achem mais do que eu. Eu até era mais velha que muitos deles. E já para não falar que exigem respeito mas não se lembram de o ganhar. Não voltei lá e nunca ninguém me perguntou se era ou não caloira e porque não ia às praxes.

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  3. Há praxes e praxes, e depende de faculdade para faculdade, na minha nota-se a diferença dos alunos de diurno para os de pós-laboral, os de diurnos são mais ríspidos e brutos a falar, enquanto que os de pós-laboral, ou doutores e veteranos têm uma união imensa com os caloiros e estão sempre prontos a ajudar :)

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  4. ultimamente não se tem falado de outra coisa lol

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  5. Pessoas assim há em todo o lado e em todas as universidades. São pessoas como ele que estragam as praxes...

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  6. é pena haver esse tipo de gente a estragar as universidades.
    também estou a pensar a ir para noturno :) em q fac andas?

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  7. Concordo contigo e muitas vezes quem torna as praxes perigosas são as pessoas "parvas". Beijinho *

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  8. Nunca gostei de ser mandada... dispenso praxes.

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  9. Eu sou completamente contra as praxes. Aquilo que até podia ser bonito acaba sempre por se tornar numa coisa má, uma vez que há sempre um frustrado (como o que descreveste ou pior) que aproveita para descarregar a sua raiva...
    Se se acabarem as praxes, isso também acaba.
    E não me venham dizer que é uma forma de integração porque, na maioria dos casos, tem o efeito oposto.

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  10. Assunto polêmico neste momento...
    Em certas universidades, a minha incluída, a praxe é união, integração e família. E peço a que, pessoas que nunca fizeram parta da mesma, não critiquem o que não conhecem!
    E uma coisa, quem lá está está por vontade própria. Que fique bem claro que NINGUÉM, mas ninguém mesmo é obrigado a lá estar!

    Marisa Silva
    http://stylingdreams.blogspot.pt

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