Praxes.

16 de setembro de 2014

Quando entrei para a universidade não fui praxada. Não sou contra as praxes, longe disso,  mas não concordo totalmente com a maneira como as coisas são feitas de modo que optei por ficar de fora. No inicio ainda tive o pensamento de que talvez estivesse a ter uma atitude errada, mas depois de ter sido abordada por um colega mais velho que me falou mal como nunca ninguém me tinha falado, tive a certeza de que não queria ser praxada. Pois se objectivo das praxes é integrar aquele idiota fez completamente o contrário e preferiu mostrar superioridade, só por andar um ano à frente, em vez de mostrar interesse na minha integração. Mas bem, continuando, ontem estive a assistir um pouco às praxes enquanto analisava comportamentos e se há pessoas que adoram estar lá e ser praxadas há outras que se vê, ao longe, que detestam. É certo que só é praxado quem quer, mas muitas vezes isso não acontece. Ora uma pessoa vai para a universidade, não conhece ninguém, chamam-na para a praxe é óbvio que a pessoa vai, mesmo que não tenha muita vontade. O problema no meio disto tudo é que se há praxistas muito queridos e amigos dos caloiros, praxistas que ajudam de facto a integrar, há outros que fazem o contrário e era aí que eu queria chegar com este post. Sabiam que o Ministério da Educação e da Ciência criou um mail para onde podem enviar episódios absurdos que tenham vivido ou assistido no âmbito da praxe? O objectivo é mesmo evitar as praxes absurdas e violentas. Não se esqueçam que na maioria das vezes a violência não é física, mas sim psicológica e que existem pessoas muito frágeis psicologicamente, daí certas praxes às vezes se tornarem tão graves. As universidades são espaços democráticos de modo que todos os caloiros têm a liberdade de puder escolher se querem ou não ser praxados, sem terem de sofrer futuras exclusões em actividades académicas. Pretendo com isto tudo alertar os que neste momento são caloiros que só é praxado quem quer e que mesmo dentro das praxes vocês têm direitos! Na minha turma houve pessoas que foram praxadas, outras que não foram, mas damo-nos todos bem na mesma! E apesar de não ter seguido a tradição da praxe, há uma tradição que faço questão de seguir: a de trajar. Fui hoje comprar o meu traje e em breve irei usá-lo pela primeira vez. Irei vesti-lo na recepção ao caloiro, nas semanas académicas e se tudo correr bem, daqui a uns tempos, na bênção das pastas, quando for finalista. Até lá, ainda tenho muito que batalhar.

9 comentários:

  1. O momento em que vestes o traje pela primeira vez é único! Goza bem a tua vida académica, com ou sem a praxe (eu fui pouco praxada e nunca praxei)! Foi opção comprares só agora o traje? Faço esta pergunta porque normalmente no primeiro ano já se compra e usa na Queima das Fitas.

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  2. as do meu curso têm sido acessíveis...

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  3. Concordo totalmente com a tua opinião. Eu também não andei na praxe. Quer dizer, andei durante uns tempos, mas depois decidi sair. Aquilo não era, definitivamente, para mim. E tento sempre fazer com que os caloiros percebam que têm escolha e poder de decisão :)

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  4. Percebo que sejas anti-praxe, mas nesse caso não percebo porque compraste traje. É um simbolo académico associado a estas atividades académicas, bem como as que mencionaste... não vejo o sentido de gastar 100 euros só para o usar na benção das pastas (sim, e na semana académica... que é uma semana apenas).

    Para mim é como ser do PSD e votar nas primárias do PS XD Mas vá, não me leves a mal...

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  5. Percebo-te. No meu caso só me deixei praxar no primeiro dia, depois decidi não participar mais.

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  6. R. Eu não sei como são as coisas na tua faculdade. As praxes aqui não são de todo agressivas. Fazem-se no campus e, por isso mesmo, existem uma série de regras que impedem certas coisas. Eu percebo que noutros sítios não são seja assim e que as pessoas sejam maltratadas só por serem caloiros. Assim sendo, já que compraste traje, desafio-te a mudar isso no teu curso e a contribuir para que as pessoas passem um bom bocado, sem serem humilhadas...

    As praxes não deviam ser significado de humilhação.

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  7. Eu não sou contra praxes mas nunca percebi como é que fazer alguém passar por tolo, gozá-lo e humilhá-lo é forma de integração.

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  8. As do meu curso nunca foram abusivas.

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